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Poeta e ficcionista paulistano nascido em 1979, é autor do Livro Ruído (Eucleia Editora, 2011), publicado em Portugal, e das Ficções paralelas e Visões para lê-las, iluminadas por Yuli Yamagata. Traduziu Natureza, de Ralph Waldo Emerson, e Caminhada, de Henry David Thoreau (Dracaena, 2010). Seus blogues Não Fique São e Transatravés, que permanecem no ar, somam mais de 130 mil visitas.

Estudou Publicidade, História e Jornalismo. Foi operador de atendimento, agente de leitura e apresentador de televisão; agora atua como factótum de texto: redator, revisor, tradutor e consultor editorial. Mora em Sorocaba-SP, onde trabalha em casa, na Felina Oficina, afagando Lira, sua gata, e produzindo os espetáculos e vídeos de dança contemporânea de Mimi Naoi, sua esposa, com quem também mantém o projeto Fôlego, com performances nas quais recita poesia para ela dançar. Em seu perfil e página no Facebook, pratica o colunismo antissocial e publica seus textos e traduções.

Tem poemas publicados nas revistas Mallarmargens, onde é colaborador, e também nas revistas CronópiosTriploV, Germina7faces, BrasilianaDiversos Afins, Ellenismos, Raimundo, Macondo, Aedoscuritibanos, Oficina.Casulo e Pó&Teias, e nas antologias AsfaltoVinagre e Poema de Mil Faces

5 de agosto de 2006

A DIVINA REFORMA

1 NO PRINCÍPIO DEUS CRIOU O TETO, AS PAREDES E O PISO.
2 E O PISO ERA SEM FORMA E VAZIO; E HAVIA TREVAS SOBRE A FACE DA VARANDA; E A HIPOTECA DE DEUS SE MOVIA SOBRE OS VAZAMENTOS DE ÁGUA.
3 E DISSE DEUS: PAGUE-SE A CONTA DE LUZ. E VOLTOU A LUZ.
4 E VIU DEUS QUE ERA 110 A LUZ; E FEZ DEUS SEPARAÇÃO ENTRE A LUZ E AS TREVAS.
5 E DEUS CHAMOU À LUZ TÉDIO; E ÀS TREVAS CHAMOU BALADA. E FOI A TARDE E A MANHÃ O PRIMEIRO DIA DA REFORMA.