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Poeta e ficcionista paulistano nascido em 1979, é autor do Livro Ruído (Eucleia Editora, 2011), publicado em Portugal, e das Ficções paralelas e Visões para lê-las, iluminadas por Yuli Yamagata. Traduziu Natureza, de Ralph Waldo Emerson, e Caminhada, de Henry David Thoreau (Dracaena, 2010). Seus blogues Não Fique São e Transatravés, que permanecem no ar, somam mais de 130 mil visitas.

Estudou Publicidade, História e Jornalismo. Foi operador de atendimento, agente de leitura e apresentador de televisão; agora atua como factótum de texto: redator, revisor, tradutor e consultor editorial. Mora em Sorocaba-SP, onde trabalha em casa, na Felina Oficina, afagando Lira, sua gata, e produzindo os espetáculos e vídeos de dança contemporânea de Mimi Naoi, sua esposa, com quem também mantém o projeto Fôlego, com performances nas quais recita poesia para ela dançar. Em seu perfil e página no Facebook, pratica o colunismo antissocial e publica seus textos e traduções.

Tem poemas publicados nas revistas Mallarmargens, onde é colaborador, e também nas revistas CronópiosTriploV, Germina7faces, BrasilianaDiversos Afins, Ellenismos, Raimundo, Macondo, Aedoscuritibanos, Oficina.Casulo e Pó&Teias, e nas antologias AsfaltoVinagre e Poema de Mil Faces

12 de agosto de 2006

Poema Geográfico

Ando nas ruas de Ruanda; Orra, Andorra, anda!
Juvenil e imberbe Antígua e Barbuda
A lábia saudosa na Arábia Saudita
Um chopp da Antártica ou das Bahamas
Deixe de bang bang em Bangladesh
Barbados são os cubanos
Be loser Belize, Benin being out
As gafes estão no Afeganistão?
Birfobia birfilia birlatria Birmania
Boots you wanna, Botswana
Grisalho, blondei em Brunei
Jogando futebol de Butão
América ou odeie pobre
A Costa do Marfim não é uma Costa Rica
No calcanhar d'Itália
Incomunicável a Grécia
Nortista a Suécia
Despenteada a Suíça
Mongólia cerébral
Desamor Curaçao
Finlândia pode ser uma terra para recomeçar
Você pelada Europa
Sou convencido mas não Gabão
Irlanda tem Gana, um Reino Unido
Israel será próprio
Inglaterra de ninguém
Ásia ou cólica
Duras ondas em Honduras
Asia Guatemala te buena qual uma Malásia
Toco viajar ao Iemem intocado, virgem
Panamá se despir
Gala na França
Galinha d'Angola
Iraque é histórico
De araque o Egito
Crânio da Dinamarca
Pouquinho da Índia
Um caos no Laos
Pânico em Mônaco
Tô léso ou Lesoto
Ávrai ou África
Foi ocean or Oceania
À liberdade ibérica da Libéria
Espanha és grata
Portugal tem seu lugar
Líbia com Líbano, lichia com orégano
Mali mau as Maldivas em bons divãs
Em baixa um “ene” é “eme” em Malta
Alto fiquei nos Países Baixos
Escócia elevada
Cheira à Colômbia
Ela manhosa Alemanha
Minúsculo Japão aumentativo
Paraguai con mucho carinho
Imagem Argentina refletida
Prata da casa o Uruguai
Às tralhas e Austrália
Economizar faz bem mas em que Madagascar
Dores de garganta na praia no Marrocos
Maurício nas Filipinas ou Felipes nas Mauricinas
All Nepal ne parle
Nicarágua na Terra do Fogo
Nigger em férias no Niger, na Nigéria
Anda um velho zeloso na Nova Zelândia
Pois Paquistão pôs Paris posta
Paraguai para Hugo hay Uruguai
Qatar Granada, lançar na alfândega
Parlamentarismo saturniano na República Dominicana
Nem Israel nem Salomão são El Salvador
Singapura ou com limão
No Norte pedem e no Sudão
Tour sem guia na Turquia
Argentina Congo bueno Zaire is
Chile se come no México
E.E.U.U. não é pop
Canadá em Cuba
Perú de graças mais caro
Descascando os Camarões
Brasil é o uniforme da Holanda
Holanda laranja da China
General rosa e Cabo Verde
De que Koréia? Vermelha?
Mãe Rússia abandonada
Era de cor Brasil