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Poeta e ficcionista paulistano nascido em 1979, é autor do Livro Ruído (Eucleia Editora, 2011), publicado em Portugal, e das Ficções paralelas e Visões para lê-las, iluminadas por Yuli Yamagata. Traduziu Natureza, de Ralph Waldo Emerson, e Caminhada, de Henry David Thoreau (Dracaena, 2010). Seus blogues Não Fique São e Transatravés, que permanecem no ar, somam mais de 130 mil visitas.

Estudou Publicidade, História e Jornalismo. Foi operador de atendimento, agente de leitura e apresentador de televisão; agora atua como factótum de texto: redator, revisor, tradutor e consultor editorial. Mora em Sorocaba-SP, onde trabalha em casa, na Felina Oficina, afagando Lira, sua gata, e produzindo os espetáculos e vídeos de dança contemporânea de Mimi Naoi, sua esposa, com quem também mantém o projeto Fôlego, com performances nas quais recita poesia para ela dançar. Em seu perfil e página no Facebook, pratica o colunismo antissocial e publica seus textos e traduções.

Tem poemas publicados nas revistas Mallarmargens, onde é colaborador, e também nas revistas CronópiosTriploV, Germina7faces, BrasilianaDiversos Afins, Ellenismos, Raimundo, Macondo, Aedoscuritibanos, Oficina.Casulo e Pó&Teias, e nas antologias AsfaltoVinagre e Poema de Mil Faces

22 de agosto de 2006

Pictoníricamor


Ela sonhou comigo a noite passada
E na moldura dos sonhos me pintou
Inicialmente Pollock sem mim bagunçada
Noite de Spilliaert pois tão longe estou

Contou que Delvaux andávamos pelados
Numa casa, não a minha Dali, outra casa
Mais que longe Michelângelo
Era o meu mundo Magritte assim mesmo
Kandinsky que nos fazíamos cócegas
Warhol ríamos de acordo ficando acordados
Entre beijos Lichtenstein a nos Basquiat
Cupidamente o amor de Caravaggio
Fazendo amor eu Donatello ela Da Vinci
Onde céus de Munch se desmanchavam
Como há Milhazes de crepúsculos sempre
Com fusos Rubens dia e noite Caillebotte difuso
Escher casar em trajes de Klimt
Para festejarmos no sítio de Bruegel
Comíamos muito ficando Botero e felizes
Rivera, Orozco e Siqueiros reis magros nos visitavam
Eu me Kahlo imaginando-me Achacoso pai de Arcimboldo
Na ilha do Amaral parindo nosso amado Alexander

Eu de Chagall mal Giger conseguia dormir
Ela em viagem dormia mais do que afastada
Nós numa cama David atlântica imensa sonhada
Eu só pintava carneirinhos para conseguir