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Poeta e ficcionista paulistano nascido em 1979, é autor do Livro Ruído (Eucleia Editora, 2011), publicado em Portugal, e das Ficções paralelas e Visões para lê-las, iluminadas por Yuli Yamagata. Traduziu Natureza, de Ralph Waldo Emerson, e Caminhada, de Henry David Thoreau (Dracaena, 2010). Seus blogues Não Fique São e Transatravés, que permanecem no ar, somam mais de 130 mil visitas.

Estudou Publicidade, História e Jornalismo. Foi operador de atendimento, agente de leitura e apresentador de televisão; agora atua como factótum de texto: redator, revisor, tradutor e consultor editorial. Mora em Sorocaba-SP, onde trabalha em casa, na Felina Oficina, afagando Lira, sua gata, e produzindo os espetáculos e vídeos de dança contemporânea de Mimi Naoi, sua esposa, com quem também mantém o projeto Fôlego, com performances nas quais recita poesia para ela dançar. Em seu perfil e página no Facebook, pratica o colunismo antissocial e publica seus textos e traduções.

Tem poemas publicados nas revistas Mallarmargens, onde é colaborador, e também nas revistas CronópiosTriploV, Germina7faces, BrasilianaDiversos Afins, Ellenismos, Raimundo, Macondo, Aedoscuritibanos, Oficina.Casulo e Pó&Teias, e nas antologias AsfaltoVinagre e Poema de Mil Faces

26 de dezembro de 2008

Dez objedísticos pessoais para o próximo ano

Escrever menos & ler menos ainda, falar nunca;
Abrir um negócio, uma casa de espelhos, um espelhunca;

Ao menos tentar discordar de Focault, Nietzsche & Schopenhauer;
Aliviar nas temáticas sem no entanto incorrer no Flower Power;

Ir mais ao teatro, não ir menos ao cinema & reciclar relógios;
Ser menos territorialista, dividindo meu espaço em episódios;

Fumar só depois de comer & comer com mais freqüência;
Parar com as aventuras & tentar suicídios com mais prudência;

Não permitir que a cor me distraia da profundidade em Van Gogh;
Urgente reler Clarice Lispector, reouvir Dylan & rever Herzog;

Ganhar dinheiro, nem que para isso seja necessário trabalhar;
Jogar muito xadrez, adotar um gato preto & não pensar em viajar;

Fotografar mais em P&B para enxergar mais em mais cores;
Afastar-me daqueles que costumam se aproximar de escritores;

Chorar menos, exceção aos Bergmans, que confirmam a regra;
Não me deprimir mais diante de tudo aquilo que normalmente alegra;

Nunca perdoar, nunca capitular mas sempre que possível esquecer;
Beber água & dormir, para dar uma variada ou mesmo sobreviver;

Legar à posteridade pelo menos uma dúzia de nus frontais;
Amar mais através do sexo do que trepar amando demais.